Nesses quarente e cinco anos, quando a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) comemora com muito entusiasmo grandes avanços nas diversas áreas de atuação – ensino, pesquisa, pós-graduação e extensão soma, agora, mais um marco relevante para a sua infraestrutura de pesquisa e segurança institucional.
É que no último mês de abril, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) expediu o certificado de registro do Sistema de Gestão de Produto Controlado (SIGPQC), um software desenvolvido integralmente por uma equipe multidisciplinar da universidade.
O programa é fruto do trabalho colaborativo e estudos estratégicos entre os professores doutores Péricles Mendes Nunes, Walter Canales Sant’Ana, Reinaldo de Jesus da Silva, e os servidores Luisa Panichelli Lobo de Souza e Ronaldo Araújo Neves.
Conforme esclarece o professor Péricles Mendes, que coordenou a pesquisa, o SIGPQC foi projetado para centralizar e otimizar todo o ciclo de vida de produtos químicos supervisionados pela Polícia Federal. Ele explica que o sistema gerencia desde o pedido inicial e a compra, até o recebimento, armazenamento, transporte e a utilização final desses insumos.
O professor ressalta que, até então, o fluxo de autorizações e a gestão eram realizados majoritariamente via e-mail, um processo que apresentava inconvenientes logísticos e maior carga burocrática.
Com a implementação da nova plataforma, a expectativa é de uma transição para um modelo: Menos burocrático: automatização de etapas de aprovação; Rastreável: controle rigoroso sobre a posse e o uso em aulas práticas e laboratórios; e Facilitador: Interface intuitiva para pesquisadores e docentes que dependem desses materiais para suas atividades.
Péricles conclui dizendo que, além de atender à demanda interna da Uema, o SIGPQC possui um alto potencial de escalabilidade, e que o software poderá ser licenciado para outras instituições de ensino e pesquisa que enfrentam desafios semelhantes na gestão de produtos controlados, posicionando a Uema como uma provedora de soluções tecnológicas para o setor acadêmico nacional.
A equipe de desenvolvimento prevê que o sistema estará plenamente em condição operacional para todos os usuários a partir de junho de 2026. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a inovação tecnológica e a segurança nos ambientes de ensino e pesquisa.
