Com o objetivo de analisar bacias hidrográficas a partir dos padrões de drenagem e compreender os processos que interagem nos corpos hídricos e sua gestão, alunos do Curso de Geografia do Polo Santana do Maranhão participaram de uma aula de campo, no dia 02 de maio.
A atividade foi promovida pelo professor Carlos Henrique Santos da Silva, responsável pela disciplina de Hidrogeografia, e contou com a participação de 24 alunos do polo de Santana do Maranhão. A iniciativa proporcionou uma experiência prática essencial para a formação acadêmica, fortalecendo a relação entre teoria e prática no estudo dos recursos hídricos.
Durante a aula, os participantes seguiram um roteiro de observação e análise em três trechos do Rio Magu: na sede municipal, no Bairro São José e em um trecho natural. Ao longo do percurso, os estudantes foram orientados a desenvolver pensamento crítico sobre as inter-relações entre os corpos hídricos, os impactos ambientais e os diferentes usos da água.
Para auxiliar no monitoramento e diagnóstico das condições dos trechos visitados, foi aplicado o Protocolo de Avaliação Rápida de Rios (PAR), ferramenta utilizada para coletar informações qualitativas sobre o meio em que os rios estão inseridos. Além disso, os alunos realizaram a determinação da vazão em três pontos do Rio Magu por meio do método do flutuador, técnica que permite calcular a velocidade superficial da água e envolve medições de profundidade, largura e comprimento do rio. A proposta foi monitorar áreas com usos diversificados da água e compreender as variações ao longo do curso hídrico.
De acordo com o professor Carlos Henrique, a aula de campo é uma prática indispensável na formação dos estudantes de Geografia, pois amplia o entendimento sobre os elementos que compõem as bacias hidrográficas e a dinâmica dos recursos hídricos.
“A aula de campo é uma prática científica eficiente e necessária para os estudantes do curso de Geografia, pois permite aos alunos o conhecimento e o entendimento da disciplina que estão cursando e com isso compreender os elementos ligados às bacias hidrográficas, rios e aos recursos hídricos. Esta prática de estudo em campo proporciona uma visão ampla e diversificada, com isso os estudos associam o teórico ao prático e passam a contribuir para a interpretação das relações hidrogeográficas, as quais foram bem analisadas nos trechos visitados no rio Magu em Santana do Maranhão”, disse.
A experiência também foi destacada pelos estudantes como um momento decisivo para o aprofundamento do olhar geográfico. Para o aluno Jefferson Santos Veras, o campo representa uma oportunidade de transformar a percepção sobre o ambiente e compreender melhor os fenômenos naturais e sociais que influenciam o espaço.
“É no trabalho de campo onde mudamos nossa percepção sobre o ambiente, é o momento onde deixamos de apenas ‘olhar por olhar’ e passamos a analisar, é não apenas integração entre conhecimento prático e teórico, mas também a possibilidade de uma mudança no modo como percebemos e analisamos o ambiente e os fenômenos ao nosso redor. Começamos a buscar compreender o ambiente, como ele se formou, suas características, formação, impactos de ordem econômica, social e natural, suas mudanças em decorrência da ação humana e suas consequências, dentre outras coisas”, pontuou.
A aula de campo promoveu o desenvolvimento de competências científicas e ampliou a compreensão sobre a gestão dos recursos hídricos e os desafios ambientais presentes nas realidades locais.





