A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) realizou, na manhã desta quarta-feira (24), a abertura oficial do IV Simpósio de Estudos Históricos sobre o Associativismo e o Sindicalismo dos Trabalhadores em Educação (SIMPOHASTE). Com o tema “Universidade, ação coletiva e organização sindical: historicidade, lutas e resistências no ensino superior”, o evento reúne, até o dia 26 de junho, pesquisadores, docentes, estudantes, sindicalistas e representantes de movimentos sociais em uma ampla programação voltada ao fortalecimento do debate sobre a educação pública e a organização coletiva dos trabalhadores.
A cerimônia de abertura foi seguida da mesa-redonda “História, Resistência e Projeto de Universidade”, que contou com a participação de pesquisadores da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), Universidade de Brasília (UnB) e Uema, promovendo reflexões sobre os desafios contemporâneos da universidade e da ação sindical.
Durante a solenidade, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uema, Ana Patrícia Sá Martins, destacou a relevância do encontro para o fortalecimento das discussões sobre políticas educacionais e democracia.
“O ato de educar é um processo político. Falar sobre esse tema é sempre muito importante, e a Uema, juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Educação, espera continuar colaborando com esse diálogo permanente com os profissionais da Educação”, afirmou.
Idealizador do simpósio e professor da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), Carlos Bauer ressaltou a importância da realização do evento, pela primeira vez, fora da instituição paulista, destacando o papel da Uema na ampliação do debate.
“É a primeira vez que realizamos o evento fora da UNINOVE. Trata-se de um tema complexo, mas sabemos que estamos cultivando sementes para contribuir com essa discussão. Poucas pessoas se dedicam a estudar e pesquisar esse assunto. Quero agradecer a acolhida da Uema, que fortalece uma interlocução política e propositiva. A participação da gestão da Universidade demonstra o compromisso com uma discussão produtiva em torno das lutas dos trabalhadores da educação”, enfatizou.
Representando a gestão da Universidade, o vice-reitor da Uema, Paulo Catunda, destacou que a promoção de espaços de diálogo é fundamental para a construção de soluções que fortaleçam a educação superior e valorizem seus profissionais.
“Trazer essa discussão e marcar nossa presença demonstra que a Universidade precisa debater e buscar soluções por meio de um diálogo de alto nível, irradiando essas reflexões para todas as áreas da educação. Espero que possamos continuar promovendo esses debates e avançar na melhoria das condições dos professores, porque, no fim, quem ganha é toda a sociedade”, afirmou.
Realizado pela quarta vez, o SIMPOHASTE consolida uma trajetória iniciada em 2019, reafirmando o compromisso com a produção científica e o estudo da história das organizações coletivas, dos movimentos docentes e das relações entre universidade, trabalho e políticas educacionais. Nesta edição, o simpósio amplia sua abordagem ao priorizar as relações entre universidade, ação coletiva e organização sindical no ensino superior, aprofundando discussões sobre historicidade, lutas e formas de resistência dos trabalhadores da educação.
A programação segue até sexta-feira (26) com mesas-redondas sobre solidariedade de classe, ação transnacional e o contexto das lutas no Maranhão, além de lançamento de livros, atividade cultural e momento de confraternização no Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais (Cecen). Na sexta-feira (26), as atividades serão realizadas em formato virtual, com comunicações orais e apresentação de pôsteres de pesquisadores vinculados à Uema, UNINOVE e UNICAMP.
O IV SIMPOHASTE é promovido pelo Grupo de Pesquisa em História e Teoria da Profissão Docente e do Educador Social (GRUPHIS/UNINOVE), pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Uema e pelo Grupo de Estudos Trabalho, Saúde e Subjetividade (NETSS/UNICAMP), fortalecendo o intercâmbio acadêmico e a construção coletiva de conhecimentos sobre a organização dos trabalhadores da educação e os desafios da universidade contemporânea.
















