Na tarde desta quarta-feira (17), a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) sediou a abertura do primeiro Seminário Estadual do Projeto Marés do Norte, promovido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O evento é um espaço dedicado à apresentação e validação dos resultados construídos ao longo da pesquisa realizada na costa maranhense, fortalecendo a participação social e o diálogo sobre os usos do oceano e das águas na Amazônia.
A mesa de abertura contou com a presença do reitor da Uema, Walter Canales; do vice-reitor, Paulo Catunda; da representante da empresa Ambiental Pesquisas e Projetos, responsável pela implementação técnica e operacional do projeto no Maranhão, Julia Abdala; do professor da Uema e coordenador do projeto no Maranhão, Caio Lima; e do representante da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM), José Carlos Diniz.
Também participaram o chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) São Luís, Rogério Funo; a coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT/ICMBio), Gabrielle Soeiro; e o coordenador do Gerenciamento Costeiro e Marinho Integrado do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Luiz Nicolodi.
O seminário reuniu ainda pesquisadores, instituições parceiras, representantes de comunidades pesqueiras e de diferentes setores para compartilhar os dados produzidos pelo projeto e discutir seus próximos passos.
O primeiro dia do evento contou com sessões técnicas dedicadas ao mapeamento participativo no contexto do Planejamento Espacial Marinho (PEM), além da apresentação dos resultados obtidos ao longo das atividades realizadas na costa norte do Brasil.
Para a coordenadora do CNPT, Gabrielle Soeiro, o projeto é uma iniciativa importante para o fortalecimento do território marinho-costeiro e das comunidades tradicionais. Ela destacou que o ICMBio atua em uma gestão próxima dessas comunidades e reafirmou a disposição do Centro Nacional de Pesquisa em colaborar e atuar em parceria com a equipe do projeto.
Segundo o vice-reitor da Uema, Paulo Catunda, o Marés do Norte promove o diálogo entre pescadores, professores e pesquisadores em busca de soluções para as comunidades pesqueiras:
“O Marés do Norte cria um espaço de debate sobre os desafios que chegam ao mar, como a energia eólica e a exploração de petróleo. Nosso objetivo é garantir a proteção da pesca de base comunitária, especialmente das comunidades que são as primeiras a sentir os impactos dessas transformações. O projeto busca construir alternativas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dessas populações”, destacou.
A programação segue até esta quinta-feira (18), com a apresentação dos mapas falados, uma sessão participativa para contribuições aos resultados e a definição dos encaminhamentos para os próximos passos.
Sobre o Projeto Marés do Norte
O Projeto Participativo de Regiões Estratégicas Marinhas da Região Norte do Brasil teve início em agosto de 2024. A iniciativa tem como objetivo cumprir uma etapa necessária que antecede o Planejamento Espacial Marinho (PEM) da Região Norte.
O PEM integra um esforço da Organização das Nações Unidas (ONU) para que os países conheçam melhor seus mares e possam fazer um uso mais racional desses territórios, considerando a meta global de proteger 30% do oceano até 2030.













