A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) marcou presença na XIV Reunião de Acompanhamento e Avaliação do Programa Ecológico de Longa Duração (PELD), um dos mais importantes programas de pesquisa ecológica do Brasil. O evento, realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) entre os dias 4 e 7 de maio em Brasília, reúne pesquisadores de 55 sítios distribuídos em 20 unidades da federação, consolidando-se como um espaço estratégico para avaliação e fortalecimento da ciência ecológica no país.

A reunião tem como foco discutir o futuro da rede PELD, promovendo a integração com outras redes científicas, a captação de novos recursos e a expansão de pesquisas em diferentes biomas brasileiros. Em 2026, a rede celebra 28 anos de atuação, com destaque para sua contribuição na formação de recursos humanos altamente qualificados e na produção de conhecimento essencial para a conservação ambiental.
A Uema foi representada pelos professores Guillaume Xavier Rousseau, do Campus São Luís (CCA), e Joseleide Teixeira Câmara, do Campus Caxias. Durante o evento, os pesquisadores apresentaram os resultados dos últimos cinco anos do Sítio PELD Gurupi, localizado na Reserva Biológica do Gurupi, uma das áreas mais importantes da Amazônia maranhense. O PELD é um programa do CNPq que investiga as relações entre biodiversidade, o funcionamento dos ecossistemas, a saúde pública e o bem-estar humano.

Atualmente, apenas cerca de 20% da cobertura florestal original da Amazônia maranhense permanece preservada, concentrando-se principalmente na reserva e em territórios indígenas adjacentes. A perda de aproximadamente 80% da floresta tem provocado impactos ambientais severos, como alterações no regime de chuvas, aumento da erosão do solo, desaparecimento de polinizadores, redução de rios e riachos e influências nas mudanças climáticas locais e globais.
Nesse contexto, a atuação da Uema na rede PELD se destaca como fundamental para a geração de conhecimento científico de longo prazo, subsidiando ações de conservação, restauração e políticas públicas. O trabalho desenvolvido pelos pesquisadores evidencia o papel estratégico da universidade na defesa da biodiversidade e no enfrentamento dos desafios ambientais da Amazônia brasileira.