A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PPG), realizou o I Seminário de Internacionalização da Pós-Graduação, nos dias 23 e 24 de abril, reunindo gestores, pesquisadores, coordenadores de programas e discentes para debater os desafios e avanços do processo de inserção internacional da instituição.
O evento reforçou a internacionalização como uma estratégia fundamental para fortalecer a pesquisa, ampliar parcerias acadêmicas, incentivar a mobilidade e consolidar a pós-graduação da universidade em um cenário cada vez mais conectado e competitivo.
Durante a abertura, o reitor Walter Canales destacou que a internacionalização deixou de ser apenas uma meta distante e passou a se tornar uma realidade concreta para a Uema.
“Durante muito tempo, internacionalizar parecia apenas um sonho. Mas esse sonho começou a se tornar realidade. Hoje, a Uema conta com 32 cursos de pós-graduação, e esse crescimento exige que ampliemos parcerias, intercâmbios e oportunidades para nossos pesquisadores e estudantes”, afirmou o reitor.
A programação também evidenciou o papel estratégico da universidade no fortalecimento científico do Maranhão, ampliando oportunidades para docentes e discentes participarem de redes acadêmicas internacionais e projetos de cooperação científica.
Um dos momentos centrais do seminário foi a palestra “A Pós-Graduação na UEMA: Entre a expansão e a consolidação”, ministrada pelo Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Marcelo Cheche Galves, que abordou os avanços institucionais, os desafios relacionados à qualidade e o fortalecimento dos programas.
“A internacionalização é um caminho necessário. A pós-graduação da Uema vive um momento importante entre expansão e consolidação, e isso exige não apenas ampliar a oferta, mas garantir excelência acadêmica e inserção científica cada vez mais sólida”, ressaltou o pró-reitor.
A programação incluiu ainda a mesa redonda “Os programas de pós-graduação nota 5 da UEMA: a excelência como desafio”, com a participação de coordenadores de programas avaliados com nota 5, discutindo o compromisso permanente com a qualidade acadêmica, a produção científica e a formação de pesquisadores.
Participaram do debate o Prof. Dr. Tiago Massi Ferraz (Coordenador do PPG em Ciências Agrárias), a Profa. Dra. Alcina Vieira de Carvalho Neta (Coordenadora do PPG em Ciência Animal), a Profa. Dra. Viviane Coimbra (Ex-coordenadora do PPG em Defesa Sanitária Animal) e a Profa. Dra. Ana Paula Ribeiro de Sousa (Coordenadora do PPG em História).
O debate evidenciou que alcançar e manter altos níveis de avaliação exige compromisso contínuo com pesquisa de qualidade, produção científica, formação acadêmica e fortalecimento institucional.
O Coordenador do Programa de Qualidade Total dos Programas de Pós-Graduação da Uema (PROQUALIT), Caio Mira Mendes, destacou que a internacionalização não se resume a intercâmbios, mas envolve planejamento e estruturação institucional para garantir resultados concretos.
“O processo de internacionalização precisa ser construído com estratégia. O Proqualit atua para apoiar os programas de pós-graduação, fortalecer a qualidade e criar condições reais para que a Uema avance cada vez mais no cenário nacional e internacional”, afirmou.
O seminário também contou com a contribuição do Superintendente de Relações Internacionais da Uema, Silas Nogueira de Melo, que apresentou os avanços e desafios enfrentados pela universidade no fortalecimento de redes de cooperação e mobilidade acadêmica.
“A Uema vem construindo, passo a passo, uma política de internacionalização baseada em cooperação científica e mobilidade acadêmica. Temos avançado, mas ainda há desafios importantes, como ampliar parcerias e fortalecer redes de pesquisa”, destacou.
O Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Nordman Wall , ressaltou que investir na internacionalização significa fortalecer a ciência e ampliar o impacto das pesquisas desenvolvidas no estado.
“A Fapema reconhece que internacionalizar é essencial para fortalecer a ciência e ampliar o alcance das pesquisas produzidas no Maranhão. Apoiar a pós-graduação é investir no desenvolvimento do estado, na inovação e na formação de pesquisadores preparados para dialogar com o mundo”, pontuou.
Outro destaque foi a mesa redonda “Uema pelo Mundo: avanços e desafios de um programa de internacionalização”, que reuniu relatos de discentes participantes do programa Uema pelo Mundo, compartilhando experiências acadêmicas no exterior e os impactos dessas vivências na formação científica e pessoal.
Participaram da mesa os discentes Antónia Maria Sobrinho Neto (PPGE), Klayver César Mendonça Meneses (PPDSR), Ruan Luís Farias do Vale (PPGECB) e Stefanie Zerba Monteiro (PPDSR).
Durante o momento, o mestrando Ruan Luís Farias do Vale ressaltou a importância do intercâmbio como experiência transformadora. “Participar de uma experiência internacional ampliou minha visão sobre pesquisa e ciência. Além do aprendizado acadêmico, pude conhecer novas metodologias e construir conexões que fortalecem meu trabalho e também contribuem para a Uema”, destacou o discente.
A programação ainda contou com a apresentação de banners produzidos pelos alunos que participaram dos intercâmbios internacionais, além da conferência “Internacionalização na pós-graduação: caminhos para a excelência”, ministrada pelo Prof. Dr. Mirco Solé, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
Com debates, palestras, conferências e mesas redondas, o I Seminário de Internacionalização da Pós-Graduação da Uema consolidou-se como um espaço estratégico para refletir sobre o futuro da pós-graduação e reafirmar o compromisso institucional com a ciência, a excelência acadêmica e a inserção internacional.



















