A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Campus Caxias, realizou na última sexta-feira (24) uma programação especial em alusão ao Dia Nacional da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Organizado pelo Departamento de Letras, com apoio da Direção do Campus, o evento “Dia D da Libras: Língua, Cultura e Inclusão – construindo pontes entre surdos e ouvintes” reuniu acadêmicos, professores e a comunidade em geral em uma jornada de aprendizado, reflexão e valorização da cultura surda.
A chefe do Departamento de Letras, professora Antônia Miramar Alves Almada Lima, destacou a importância da iniciativa como instrumento de inclusão. “A palavra aqui é gratidão, por trazerem esse aprendizado sobre Libras. Pouco sabemos sobre o tema e isso é um ato de inclusão. Nós, ouvintes, precisamos aprender a Libras, é uma necessidade de comunicação”, afirmou.
Representando a Direção do Campus, a assessora professora Maria de Fátima Alencar Rios ressaltou o caráter formativo do evento. Segundo ela, a data simboliza avanços importantes, como o reconhecimento legal da Libras em 2002, e reforça o compromisso institucional com a acessibilidade. “O Dia D de Libras é mais que um evento acadêmico. É um espaço de orientação, descoberta e inspiração, aproximando o campus da comunidade”, pontuou.
A programação teve início com a palestra do professor surdo Brunoro Rocha, que abordou a importância histórica da Libras para a comunidade surda brasileira. Com apoio de intérpretes, foram apresentados marcos históricos da educação de surdos, além de reflexões sobre os desafios enfrentados ao longo do tempo, especialmente no campo da comunicação e do reconhecimento linguístico.
Ao longo do dia, o público acompanhou uma série de atividades, como apresentações culturais, declamação de poema em Libras, interpretação de músicas por estudantes de diferentes cursos e debates sobre inclusão em áreas como saúde, educação e ciências exatas. Entre os destaques, alunos de Medicina discutiram a importância da Libras no atendimento hospitalar, alertando para os riscos da falta de comunicação adequada, enquanto estudantes de Química e Matemática abordaram estratégias inclusivas no ensino de conteúdos complexos.
A programação também contou com a mesa-redonda “Libras na sociedade: acessibilidade, direitos e desafios da inclusão” e a oficina interativa “Aprendendo Libras: primeiros sinais para comunicação”, ministrada pela professora Crislane Morais, proporcionando aos participantes uma experiência prática com a língua de sinais.
A palestra de encerramento, conduzida pelo professor surdo Douglas Carvalho, trouxe reflexões sobre identidade surda, cultura e protagonismo social, reforçando a importância do reconhecimento da Libras como elemento central na construção de uma sociedade mais inclusiva.
O evento foi finalizado com a apresentação da peça “A lenda da Veneza”, encenada em Libras, evidenciando o potencial artístico e cultural da língua de sinais.
A iniciativa reafirma o compromisso da Uema com a promoção da inclusão, da diversidade e do acesso ao conhecimento, fortalecendo o papel da universidade na construção de uma sociedade mais justa e acessível para todos.









