A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Saúde Pública (NEISP), realizou na manhã desta quinta-feira (30) a mesa redonda “Autismo na Universidade: Permanência e Barreiras Pedagógicas”. O evento ocorreu no Auditório do Curso de Ciências Biológicas e reuniu estudantes, professores e profissionais para um momento de escuta, diálogo e troca de experiências sobre a inclusão no ensino superior.
A iniciativa, promovida no mês dedicado à conscientização sobre o autismo, teve como principal objetivo ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente acadêmico. Mais do que apontar dificuldades, a programação buscou refletir sobre estratégias e práticas que contribuam para uma universidade mais inclusiva e acessível.
Na oportunidade, a professora Eliane Coelho Rodrigues dos Santos, do Curso de Biologia ressaltou que o tema exige atenção urgente e contínua. Segundo ela, promover a inclusão é o primeiro passo para compreender as especificidades desse público e avançar na construção de práticas pedagógicas mais sensíveis e eficazes.
Durante a mesa, representantes do Núcleo de Acessibilidade da Uema (NAU) destacaram a importância de fortalecer políticas institucionais voltadas à inclusão, destacaram que a discussão sobre barreiras pedagógicas é essencial para identificar entraves como a falta de capacitação docente, metodologias rígidas e ausência de adaptações curriculares. E ainda, apontaram caminhos possíveis para transformar o ambiente universitário em um espaço mais acolhedor, equitativo e comprometido com a diversidade.
A estudante Ana Paula, do curso de Biologia, também participou do debate e compartilhou sua vivência como aluna autista assistida pelo NAU. Em sua fala, apresentou um panorama sobre a realidade de estudantes com TEA na universidade, destacando desafios cotidianos e a importância do suporte institucional para garantir sua permanência acadêmica.
A ação integra o compromisso do núcleo em fomentar o diálogo interdisciplinar e fortalecer a saúde como uma questão pública e coletiva, promovendo iniciativas que contribuam para a garantia de direitos e inclusão no ensino superior.








