Pesquisadores vinculados à Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com a participação do Núcleo Geoambiental (NUGEO) e do LabHidro, apresentaram o trabalho “Vulnerabilidade GOD nas porções leste e sul maranhense e suas implicações ambientais” durante o XXVI Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, promovido pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), de 11 a 14 de agosto de 2026, em São Paulo (SP).
O estudo, desenvolvido por Karina Suzana Feitosa Pinheiro, Rony Lopes Lunguinho e Cláudio José da Silva de Sousa, investigou a vulnerabilidade dos aquíferos nas porções leste e sul do Maranhão, considerando aspectos como profundidade do nível freático, características litológicas e grau de confinamento das águas subterrâneas.
Para a pesquisa, foram utilizados dados hidrogeológicos do SIAGAS/SGB e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), referentes ao período de 2014 a 2019. A análise foi realizada pelo método GOD, que permite classificar a vulnerabilidade dos aquíferos em categorias que variam de insignificante a extrema. Os dados também foram analisados espacialmente com auxílio do software QGIS.
Ao todo, foram identificados 1.578 poços na porção leste do Maranhão e 441 na região sul. Os resultados apontaram diferenças importantes entre as duas áreas. No leste, onde predominam aquíferos mais rasos e sedimentos arenosos, foram observadas condições que podem favorecer maior suscetibilidade à contaminação. Já na região sul, a ocorrência de aquíferos mais profundos e, em alguns casos, confinados proporciona maior proteção natural.
De acordo com o estudo, a vulnerabilidade das águas subterrâneas está diretamente relacionada às características geológicas e hidrogeológicas de cada região. Os resultados reforçam a importância do conhecimento dessas condições para subsidiar ações de planejamento, monitoramento e proteção dos recursos hídricos subterrâneos no Maranhão.
