Alunos do curso de Ciências Sociais do Polo/Campus São Bento do Programa Ensinar da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), participaram de um trabalho de campo da disciplina Sociologia Urbana, sob orientação da Profa. Rosirene Martins Lima.
A atividade, realizada na manhã do dia 23 de maio, teve como objetivo aproximar os acadêmicos da realidade urbana do município, promovendo a articulação entre teoria e prática por meio da observação direta dos espaços e das dinâmicas sociais da cidade. questões relacionadas à moradia, infraestrutura, meio ambiente, comércio e qualidade de vida.
Organizados em equipes, os estudantes desenvolveram pesquisas a partir de temas identificados na própria cidade, realizando observações in loco, conversas com moradores, registros fotográficos e anotações para subsidiar os estudos.
Após a etapa de campo, os estudantes participaram de uma oficina em sala de aula para sistematização e análise dos dados coletados. Com orientação da professora, os grupos relacionaram as informações levantadas às discussões teóricas da disciplina e à legislação urbana pertinente aos temas pesquisados. Como resultado final, cada equipe escolheu diferentes formatos para apresentar os estudos, incluindo podcast, documentário, exposição oral, painel fotográfico e tour virtual pelo Google Maps.
Segundo a professora Rosirene, o trabalho de campo representa uma ferramenta fundamental para a formação dos estudantes de Ciências Sociais:
“Realizar aula de campo se constitui em uma importante e necessária condição para aliar a teoria estudada em sala de aula a uma reflexão crítica da problemática urbana. As andanças pela cidade, com foco no problema identificado por cada equipe, serviram para desnaturalizar o olhar sobre os problemas concretos da cidade e possibilitar análises mais consistentes e aprofundadas dos temas estudados”, destacou.
Para o estudante André Junior, a experiência proporcionou uma nova percepção sobre a cidade e suas desigualdades. “Antes da pesquisa eu via muitas situações como algo natural. Depois do trabalho de campo e das conversas com os moradores, pude perceber realidades muito diferentes dentro da mesma cidade. Saio dessa experiência com um olhar mais crítico sobre a realidade que vivemos”, relatou.



