Alunos do curso de Química do Programa Ensinar do Polo Turiaçu participaram, no dia 13 de junho, de uma aula de campo da disciplina Metodologia no Ensino de Química, proporcionando uma experiência de aprendizagem que integrou teoria, prática e reflexão sobre questões ambientais.
A atividade teve como principal objetivo demonstrar aos estudantes que o ambiente natural funciona como um verdadeiro laboratório a céu aberto, repleto de reações e transformações químicas que podem ser utilizadas como ferramentas de ensino em sala de aula. Durante a visita, os alunos observaram fenômenos relacionados à poluição ambiental e analisaram como resíduos plásticos, metais e outros materiais tóxicos desencadeiam reações químicas capazes de provocar desequilíbrios ecológicos e impactar a vida marinha da região.
Além das observações de campo, os acadêmicos dialogaram com moradores locais sobre os problemas ambientais enfrentados pela comunidade. A atividade também contou com uma roda de conversa, na qual os estudantes discutiram possíveis soluções para os desafios identificados e sugeriram a criação de projetos de conscientização voltados à preservação do meio ambiente.
De acordo com o professor responsável pela disciplina, a aula de campo representa uma importante estratégia pedagógica por ampliar os espaços de aprendizagem para além da sala de aula e dos laboratórios convencionais.
“A atividade de campo na disciplina de Química configura-se como uma prática pedagógica de grande importância, pois expande os limites do ambiente tradicional da sala de aula e do laboratório escolar. Entre seus principais ganhos está a contextualização do saber, permitindo ao aluno observar, em situações concretas como a poluição ambiental, reações químicas que provocam desequilíbrio ecológico, facilitando a compreensão de conceitos abstratos. Além disso, promove a interdisciplinaridade, desenvolve competências investigativas e fortalece a conscientização ambiental e a responsabilidade cidadã”, destacou.
Os estudantes ressaltaram a relevância da experiência para sua formação acadêmica e profissional. Para o aluno Dhionnyson, a atividade possibilitou uma compreensão mais ampla da relação entre teoria e prática. “A aula de campo nos permitiu conhecer melhor a realidade e relacionar a teoria com a prática. Durante a atividade, tivemos momentos de discussão, debate e reflexão, o que tornou a aprendizagem mais interessante. Também desenvolvemos um olhar mais crítico sobre o ambiente e sua relação com a Química”, disse.
A acadêmica Elciane destacou a contribuição da atividade para a educação ambiental e para a compreensão dos impactos causados pelos microplásticos. “A educação ambiental desempenha um papel fundamental na formação dos estudantes, preparando-os para compreender, valorizar e preservar o meio ambiente. Nessa aula de campo, pudemos compreender os impactos relacionados aos efeitos dos microplásticos à saúde, além de refletir sobre políticas públicas, debates e soluções para a preservação ambiental”, frisou.
Já a estudante Mary enfatizou o contato direto com a realidade da comunidade visitada e as possibilidades de atuação futura: “A aula de campo foi uma experiência muito importante para minha formação, pois me permitiu observar de perto a realidade estudada e identificar alguns impactos presentes na comunidade. Além de ampliar meus conhecimentos, a atividade abriu espaço para diálogos e reflexões sobre possíveis ações que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, incluindo a elaboração de futuros projetos voltados às necessidades observadas durante a visita”.




