A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio da Superintendência de Gestão Ambiental (AGA), realizou nesta terça-feira (2) a abertura da 12ª Semana do Meio Ambiente (Semeia), que neste ano traz como tema “Pegada de carbono e extremos climáticos: interseções”. O evento acontece até o dia 3 de junho, no auditório do Núcleo de Tecnologias para Educação (UemaNet), em São Luís, e conta com uma programação diversificada composta por palestras, mesas-redondas, oficinas, minicursos, atividades culturais e ações de educação ambiental.
A edição de 2026 tem como objetivo ampliar o debate sobre a relação entre a pegada de carbono e a intensificação dos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, enchentes e ondas de calor. A proposta é promover a conscientização e a mobilização social para a adoção de práticas sustentáveis que contribuam para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a construção de comunidades mais resilientes.
Durante a cerimônia de abertura, o reitor da Uema, professor Walter Canales, destacou a importância de integrar as questões ambientais às estratégias de desenvolvimento econômico e social.
“O meio ambiente é uma questão de sobrevivência. Tudo o que pudermos fazer para minimizar impactos, difundir informações e superar desafios é válido. Precisamos relacionar as questões ambientais à economia, estimulando iniciativas que transformam resíduos em oportunidades de geração de renda e inovação. A universidade tem o papel de contribuir para a formação de cidadãos conscientes da importância da sustentabilidade e preparados para enfrentar os desafios climáticos”, afirmou.
A superintendente de Gestão Ambiental da Uema, professora Andréa Araújo, ressaltou que a realização da Semeia representa o fortalecimento do compromisso institucional da universidade com a pauta ambiental.
“Este evento demonstra o compromisso da Uema com uma temática estratégica para o presente e para o futuro. A gestão ambiental está integrada a diversos setores da universidade e precisa estar presente em todos os espaços institucionais. É uma satisfação iniciar mais uma edição da Semeia e fortalecer esse trabalho de forma colaborativa, participativa e permanente”, destacou.
A programação do primeiro dia contou com a palestra “Os desafios da Pegada de Carbono e os Extremos Climáticos no Maranhão”, ministrada pelo professor doutor Aldo Torres Sales, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com mediação da professora Andréa Araújo. O palestrante apresentou reflexões sobre os impactos das mudanças climáticas no contexto regional e a necessidade de adoção de estratégias de mitigação e adaptação baseadas em evidências científicas.
Na sequência, foi realizada a mesa-redonda “Universidade e comunidade no enfrentamento das mudanças climáticas”, mediada pela professora Raquel Maria Trindade Fernandes. O debate reuniu representantes da universidade, do setor produtivo e de instituições parceiras, promovendo o diálogo sobre o papel da ciência, da inovação e da participação social na construção de soluções para os desafios ambientais contemporâneos.
Além de estimular a educação ambiental, a Semeia busca incentivar o protagonismo estudantil e comunitário, fortalecer a ciência cidadã e fomentar o desenvolvimento de tecnologias voltadas para o monitoramento e a redução da pegada de carbono.
Uma das novidades da edição de 2026 é a ampliação do alcance do evento por meio da participação integrada de comissões locais em diferentes campi da Uema. As atividades estão sendo realizadas simultaneamente nos campi de Balsas, Caxias, Coelho Neto, Coroatá, Lago da Pedra, Pedreiras, Timon e Zé Doca, fortalecendo a interiorização das ações de educação ambiental e ampliando o envolvimento das comunidades locais.
A realização da 12ª Semana do Meio Ambiente fortalece o papel da Uema como agente de transformação social e ambiental, promovendo a reflexão crítica, a troca de conhecimentos e o engajamento da comunidade acadêmica e da sociedade na busca por alternativas sustentáveis. A iniciativa contribui para ampliar a conscientização sobre os desafios climáticos atuais e reforça a importância da atuação coletiva na construção de um futuro mais equilibrado e resiliente.











