O Campus Coroatá da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do curso de Psicologia, participou de mais uma edição do programa “Mente Aberta”, realizado em parceria com a Rádio Educativa FM e o portal Coroatá Online. O episódio debateu a infantilização da pessoa com deficiência e os impactos psicológicos desse comportamento na construção da autonomia.
Durante o programa, as estudantes Sara Cardoso e Jamili Gomes explicaram como atitudes consideradas “protetivas” podem limitar o desenvolvimento e a independência de pessoas com deficiência. “Quando a pessoa é tratada como incapaz o tempo todo, ela pode parar de tentar, não por incapacidade, mas porque foi desestimulada a agir”, destacaram as acadêmicas durante a discussão.
A edição contou ainda com a participação de Leandro Pereira, morador de Coroatá com deficiência visual, que compartilhou experiências pessoais relacionadas ao capacitismo e à busca por autonomia após perder a visão há 14 anos. “A minha falta de visão não limita a minha autonomia e nem define a minha capacidade. Este é apenas um modo diferente de ver o mundo”, afirmou.
Durante a entrevista, Leandro relatou situações em que foi tratado de forma infantilizada e destacou a importância de garantir que pessoas com deficiência possam tomar decisões sobre a própria vida. Ele também compartilhou experiências relacionadas à formação acadêmica, realização de cursos técnicos e atuação profissional, reforçando a importância do incentivo à independência e à inclusão social.
A professora Ana Flávia da Hora, do curso de Psicologia da Uema, destacou que muitas atitudes de infantilização surgem da falta de informação sobre inclusão. “A inclusão vai além da deficiência. É reconhecer a pessoa com suas potencialidades e sua autonomia”, ressaltou.
O programa “Mente Aberta” integra ações de extensão e divulgação científica desenvolvidas pelo curso de Psicologia da Uema em Coroatá, promovendo debates sobre saúde mental, inclusão e temas sociais de interesse da comunidade.