A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) realizará, nos dias 1º e 2 de junho de 2026, o II Seminário Internacional sobre Diversidade e Políticas Linguísticas (SIDISPOL), no Auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), no Campus Paulo VI, em São Luís. O evento é promovido pela Uema, por meio do Comitê de Políticas Linguísticas, e reunirá pesquisadores, estudantes, profissionais da educação, movimentos sociais e representantes de comunidades tradicionais do Brasil e de outros países.
O seminário tem como proposta consolidar um espaço acadêmico voltado à reflexão, socialização de pesquisas e fortalecimento de práticas relacionadas à diversidade linguística e cultural, especialmente em comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e rurais. A iniciativa dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), com destaque para os objetivos voltados à educação de qualidade, igualdade de gênero e redução das desigualdades sociais.
Segundo a organização, o Maranhão ocupa posição estratégica nesse debate por integrar a Amazônia Legal Brasileira e possuir ampla diversidade cultural e linguística em seus territórios. Nesse contexto, as universidades públicas maranhenses têm ampliado pesquisas e ações voltadas às políticas linguísticas, à valorização dos saberes locais e à relação entre universidade e sociedade.
A programação contará com conferências, mesas-redondas, oficinas temáticas, apresentações culturais e sessões de comunicações orais, promovendo o intercâmbio de experiências entre pesquisadores nacionais e internacionais. A abertura oficial ocorrerá no dia 1º de junho, com a conferência “Os fatores internacionalização e política linguística para a pós-graduação stricto-sensu no Brasil”, ministrada pelo professor José Sueli Magalhães, da Universidade Federal de Uberlândia.
O coordenador do evento, José Antônio Vieira, destaca que o seminário representa o fortalecimento de uma rede internacional de pesquisa construída nos últimos anos por instituições brasileiras e estrangeiras. “O SIDISPOL se consolida como espaço de diálogo e produção de conhecimento sobre diversidade linguística, políticas institucionais e cooperação acadêmica internacional, fortalecendo o compromisso das universidades com as comunidades tradicionais e com o desenvolvimento sustentável”, ressaltou.
O evento também está vinculado ao projeto de pesquisa “Diversidades linguísticas e culturais em narrativas orais e escritas e o desenvolvimento sustentável de comunidades tradicionais no Maranhão”, aprovado na Chamada CNPq/MCTI nº 10/2023. A proposta busca ampliar as discussões sobre institucionalização de políticas linguísticas nas universidades e fortalecer ações de ensino, pesquisa e extensão em rede.
A trajetória do seminário começou em 2020, com a realização online do I Seminário Internacional sobre Diversidade Linguística e Cultural em Comunidades Tradicionais, envolvendo universidades do Brasil, Peru, Angola, Moçambique, Argentina e Polônia. Desde então, diferentes encontros e ações de cooperação acadêmica vêm fortalecendo o debate sobre diversidade cultural, internacionalização e políticas linguísticas nas instituições de ensino superior.
As inscrições para o II SIDISPOL seguem abertas até o dia 30 de maio de 2026 e podem ser realizadas por meio do site oficial do evento.
