Como estratégia pedagógica para tornar o ensino de Ciências e Biologia mais dinâmico e participativo, alunos do Curso de Ciências Biológicas Licenciatura, do Programa Ensinar, no Polo Santa Luzia do Paruá, elaboraram e apresentaram jogos didáticos voltados ao estudo da Anatomia e Fisiologia Animal Comparativa. A atividade integrou a terceira nota avaliativa da disciplina Fisiologia e Anatomia Animal Comparativa, ministrada pela Profa. Ma. Natália Jovita Pereira.
A proposta teve como objetivo promover a aprendizagem dos conteúdos por meio da construção e aplicação de jogos educativos, estimulando criatividade, autonomia, trabalho em equipe e a compreensão das adaptações e sistemas de diferentes grupos animais, como répteis, peixes, aves, mamíferos, anfíbios e invertebrados. Os estudantes participaram de todas as etapas do processo, desde a pesquisa e seleção das informações científicas até a confecção dos materiais e definição das regras, assumindo papel protagonista no desenvolvimento das atividades.
Ao todo, foram produzidos seis jogos originais, nomeados pelos próprios alunos: “Caça ao tesouro dos répteis”, “Quebra-cabeça anato-peixes”, “Trilha das aves”, “Checklist dos mamíferos”, “Tabuleiro dos invertebrados” e “Sacolas premiadas dos anfíbios”. Durante a apresentação, os grupos explicaram o funcionamento das propostas em formato de seminário, com recursos visuais e demonstrações práticas, além de promover momentos de interação em que os colegas puderam jogar e vivenciar o aprendizado de forma colaborativa.
Segundo a professora Natália Jovita, a utilização de jogos didáticos é uma estratégia essencial para tornar o aprendizado mais significativo, pois permite que os alunos construam conhecimento de maneira ativa. “Ao desenvolverem seus próprios jogos, os estudantes não apenas revisitam os conteúdos teóricos, mas também exercitam a criatividade, o pensamento crítico, a autonomia e o trabalho em equipe”, destacou. Ela também ressaltou que a prática fortalece a formação docente, preparando futuros professores para aplicar metodologias ativas e lúdicas em sala de aula.
A experiência foi avaliada de forma positiva pelos participantes. Para a aluna Alyne Freitas, a atividade proporcionou um momento de interação e aprendizagem, permitindo relembrar os conteúdos trabalhados anteriormente de maneira divertida. Já a aluna Fernanda Caitano destacou que a construção dos jogos mostrou que ensinar morfologia pode ser interativo e dinâmico. “Um momento especial de troca e prática pedagógica na disciplina da Profa. Natália. Orgulho de ver a ciência ganhando vida!”, afirmou.
A iniciativa promoveu uma aprendizagem mais participativa e contribuiu para a formação de profissionais comprometidos com práticas educativas criativas e eficazes.










