Teve início no curso de Letras – Língua Portuguesa, do Campus São João dos Patos da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), as atividades do grupo de pesquisa FELIPA: Fronteiras, Escrevivências e Literaturas Pós-Coloniais nas Américas. A iniciativa surge como um espaço acadêmico voltado à investigação, discussão e difusão de produções literárias que problematizam os efeitos históricos e simbólicos do colonialismo nas Américas.
Coordenado pelo professor Dr. Paulo Valente, doutor em Literatura com interface em gênero e raça pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o grupo reúne atualmente sete estudantes de graduação. O FELIPA busca promover reflexões críticas, com atenção especial às produções de autoria feminina, negra, indígena e dissidente, ampliando o debate sobre representatividade e memória nas literaturas do continente.
O nome do grupo é uma homenagem a Maria Felipa de Oliveira, figura histórica da luta pela independência da Bahia, na ilha de Itaparica, em 1823. Mulher negra e filha de pessoas escravizadas, Maria Felipa liderou um grupo formado por pessoas negras, indígenas e escravizadas na resistência ao domínio colonial português, tornando-se símbolo de coragem e insurgência popular.
Mesmo em sua fase inicial, o FELIPA já conta com a colaboração de pesquisadoras de diferentes instituições. Participam da iniciativa docentes como Janaira Caroline, da Uema, Carolina Parrini e Simone Schmidt, ambas da UFSC, além da contribuição internacional da professora Lourdes Echazábal, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. A proposta evidencia o caráter interdisciplinar e interinstitucional do grupo.
Vinculado à Uema e cadastrado no CNPq, o grupo FELIPA também pretende desenvolver ações de extensão, produção acadêmica e divulgação científica, fortalecendo o diálogo entre universidade e sociedade. Interessados podem acompanhar as atividades por meio do Instagram @felipa.uema ou entrar em contato pelo e-mail felipa.uema@gmail.com.
