A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Campus Pedreiras, ampliou as atividades do projeto de extensão “Caminhos para Sustentabilidade” junto às comunidades quilombolas de Lima Campos, no Maranhão.
Coordenada pelo professor José Antônio Vieira, a iniciativa articula Universidade, escolas, poder público e comunidades tradicionais em ações de educação ambiental, sustentabilidade, valorização dos saberes locais e fortalecimento da identidade comunitária.
Nesta etapa, a equipe intensificou as vivências e visitas às comunidades, mantendo um processo contínuo de diálogo e compartilhamento de conhecimentos. Entre as ações estão oficinas e atividades pedagógicas realizadas nas próprias escolas das comunidades quilombolas.
As práticas trabalham a conscientização ambiental entre os estudantes e também temas relacionados à identidade, ao pertencimento e à participação comunitária, considerando a realidade cultural e social dos territórios atendidos.
As ações alcançam localidades como Supapinho, Bom Jesus e Morada Nova, entre outras comunidades da região de Lima Campos. O projeto também mantém articulação com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que tem contribuído com a doação de mudas de plantas nativas.
As mudas são destinadas a ações de reflorestamento de áreas rurais em risco de degradação, além de propostas de arborização e urbanização no município. Alunos voluntários vinculados ao projeto realizaram a entrega de mudas à Universidade.
O projeto reconhece ainda a atuação das lideranças locais na mobilização e articulação das atividades. Na comunidade de Supapinho, Maria de Lora e sua família colaboram diretamente com a articulação comunitária e o acolhimento da equipe. Na comunidade quilombola Bom Jesus, Layse Salazar, moradora da localidade e coordenadora do Departamento de Assuntos Raciais do município, participa da articulação das atividades relacionadas aos direitos, à visibilidade e à melhoria das condições de vida das comunidades quilombolas de Lima Campos.
A iniciativa permanece em execução e realiza encontros presenciais semanais para acompanhamento das atividades, avaliação das ações desenvolvidas e planejamento das próximas etapas.
Para o coordenador do projeto, professor José Antônio Vieira, a sustentabilidade envolve diferentes dimensões da vida comunitária:
“Mais do que levar atividades às comunidades, o projeto procura construir ações com as comunidades, reconhecendo seus conhecimentos, experiências e formas próprias de organização. Nesse processo, educação ambiental, preservação dos recursos naturais, valorização cultural e fortalecimento das identidades quilombolas tornam-se dimensões articuladas de uma mesma proposta de sustentabilidade. É nessa relação de troca que a extensão universitária cumpre uma de suas funções sociais mais importantes”, destaca o coordenador.







