Alunos de Ciências Sociais do Polo de Viana promovem ação sobre projeto de vida e juventude quilombola no Quilombo Prequeú
Como parte das atividades de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Programa Ensinar da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), foi realizada, no dia 30 de maio, uma roda de conversa e exposição cultural com jovens e moradores do Quilombo Prequeú, no município de Viana. A ação integra a pesquisa intitulada “Projeto de vida e juventude quilombola: uma proposta pedagógica com jovens do Quilombo Prequeú em Viana-MA”, desenvolvida no curso de Ciências Sociais, sob orientação do Prof. Dr. Emmanuel de Farias Almeida Júnior.
A atividade teve como objetivo construir, de forma participativa, uma proposta pedagógica de projeto de vida voltada para a juventude quilombola, considerando suas trajetórias, identidades, sonhos e perspectivas de futuro. A iniciativa buscou promover o diálogo e a escuta dos jovens, valorizando seus conhecimentos, experiências e a riqueza cultural da comunidade.
Os acadêmicos Dierison Silva, Katiaria Moraes e Thália Fernanda Belfort articularam uma parceria com o Instituto Baixada Maranhense, responsável pela condução da roda de conversa com os jovens do quilombo. Já a equipe do Programa Ensinar Uema realizou a mediação da atividade e organizou uma exposição cultural com destaque para as produções artísticas dos jovens do grupo JMC e de outros integrantes da comunidade.
Para o aluno Dierison Silva, a experiência reforçou a diversidade existente entre as juventudes e a importância de criar espaços de escuta e participação.
“Entendemos que a juventude é uma construção social, como nos ensina Bourdieu (2007). Não obstante a isso, podemos dizer que não existe uma única juventude, mas sim juventudes diversas e plurais, com objetivos e trajetórias diferentes. A roda de conversa nos mostrou isso na prática, à medida que os jovens do Quilombo Prequeú se expressavam. Foi um dia de muito aprendizado e troca de experiências. Fiquei muito feliz em poder desenvolver essa atividade”, destacou.
A acadêmica Thália Fernanda Belfort ressaltou que a ação possibilitou conhecer mais profundamente as vivências e expectativas dos participantes.
“Mais do que desenvolver uma proposta pedagógica, tivemos a oportunidade de ouvir sonhos, histórias, desafios e perspectivas de jovens que carregam consigo resistência e a riqueza de uma identidade coletiva, que muitas vezes são silenciados ao longo do caminho”, afirmou.
A iniciativa promove ações que valorizam os saberes das comunidades e fortalecem o protagonismo juvenil nos territórios quilombolas.









