Na última sexta-feira (27), uma ação promovida pelas Ligas Acadêmicas LAES (Liga Acadêmica de Educação e Saúde) e a LAUEENF (Liga Acadêmica de Urgência e Emergência) promoveram uma palestra e uma demonstração prática de APH (Atendimento Pré Hospitalar) voltados para urgência e emergência. A ação, denominada ”Emergência 360”, ocorreu no Auditório Leôncio Magno e um dos pavilhões do Campus Caxias. A Direção do Campus colaborou com a atividade.
O trabalho foi apresentado pela Equipe Germanus, especialista em treinamentos. Os instrutores são Edson de Almeida Germano e Alison de Sousa Moreira. Edson Germano, que é socorrista, falou: “A 1ª função de quem trabalha em emergência é o controle emocional e a segurança de cena. Quem socorre deve saber como aconteceu, como evoluiu e como controlar a ocorrência. Quem atua numa Unidade Básica precisa estar preparado porque a emergência não espera. Toda a rede está ligada à urgência e emergência. Na emergência o risco de morte está próximo e a urgência pode levar ao risco de morte”, diferenciou.
Na atuação existe a sequência X, A, B, C, D, E. A letra “X” significa controlar a hemorragia exsanguínea (em que o sangue jorra), situação em que é usado um torniquete. No caso de um ferimento no tórax, tiro no pulmão, não pode ser feita ação compressiva, é preciso inibir a entrada de oxigênio através do ferimento.
“Na etapa “A” testa-se a resposta verbal do paciente, verifica-se a necessidade de abrir as vias aéreas, observa-se a aplicação do protocolo de RCP e se é preciso colocar o colar cervical (que nunca deve ser colocado só por uma pessoa). O “B” equivale à boa respiração. Busca-se a resposta verbal, verifica-se o drive respiratório, a simetria torácica (se os dois lados sobem) e afere-se a oximetria com o oxímetro de pulso. Se indicar 96% está bom, 94% é preocupante. E o “C” é de circulação. “Aqui controla-se a hemorragia interna e observamos se o paciente tem sede, está desorientado ou com hipotermia”, orientou Germano.
A letra “D” significa disfunção neurológica, em que há um rebaixamento do nível de consciência. Há casos em o paciente quer agredir a equipe que o atende. A letra “E” é a exposição do trauma, tendo cuidado no controle da hipotermia, mantendo a privacidade da vítima. Também localizar, acessar e atuar no trauma.
Segundo o palestrante: “O meio de transporte é crucial para o paciente. Uma hemorragia na perna mata mais que uma no braço, por ela ser um membro maior. No caso de fratura, a última coisa feita é a imobilização. Não se imobiliza osso e sim articulação”, explicou. Ele também direcionou sobre o que fazer no caso de engasgos e os tipos de fraturas.
Ele prosseguiu: “Sem conhecimento técnico e equipamento adequado o atendimento fica comprometido. A ciência existe para isso, conhecimento salva vidas. A mão que salva é a mesma que mata. Estudem, preparem-se. A hora é agora”, incentivou.
A Diretora do Curso de Enfermagem, Profa. Dra. Rosângela Almeida, se manifestou: “Como orientadora da Liga Acadêmica de Educação em Saúde, é motivo de grande orgulho acompanhar iniciativas que fortalecem a formação crítica, ética e prática dos nossos estudantes. A ação “Emergência 360” demonstra o compromisso das Ligas com a integração entre teoria e prática, preparando futuros profissionais para situações reais de cuidado”, citou.
Ela continuou: “Momentos como este ampliam competências, estimulam o trabalho em equipe e promovem segurança na assistência. Além disso, reforçam o papel da universidade na formação de profissionais sensíveis e qualificados para o SUS. Parabenizo todos os envolvidos pela organização e pelo impacto formativo dessa experiência”, acrescentou.
Na parte da tarde houve uma simulação de atendimentos de emergência, entrega de certificados e sorteios.
A acadêmica Camila Brito, que cursa Terapia Ocupacional, opinou sobre o momento: “Acho isso mais importante para quem faz Enfermagem e Medicina, mas considero essa ação valiosa, principalmente o que foi mostrado na prática, durante a tarde”, acredita.
Samille Mayane, do 3º período de Enfermagem e integrante da Liga de Urgência e Emergência, disse: “O que propomos hoje, junto com a LAES e Germanus é extremamente importante para a nossa formação, reforçar nossos conhecimentos. Um momento super interessante, principalmente para quem deseja seguir nessa área, se enturmar mais, assimilar as práticas e ter mais integração com as pessoas da nossa área”, lembrou.
A acadêmica Lara Elayne, da Unifacema, se manifestou: “Hoje fiquei o dia nessa experiência incrível, que foi uma imersão abrangendo várias práticas e a teoria. Informações construtivas para a nossa vida profissional e pessoal. Aprendemos como lidar com a pressão e com nós mesmos”, concluiu.


