A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Programa de Formação Docente para a Diversidade Étnica (Proetnos), participou do Caminhos Amefricanos: Programa de Intercâmbios Sul-Sul – Edição Angola, realizado entre os dias 10 e 18 de dezembro de 2025, em Luanda, na República de Angola, com a presença da estudante Keila Câmara da Licenciatura em Educação Quilombola (LIEQ), Campus São Bento e da assistente de coordenação-geral do Proetnos, Nanashara Carneiro.
A iniciativa teve como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências voltadas ao combate ao racismo, à valorização da História e Cultura Africana e da Diáspora Africana e ao fortalecimento da Educação das Relações Étnico-Raciais, contribuindo para a formação crítica de estudantes e profissionais da educação.
A edição Angola do programa é uma ação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e com a Universidade Agostinho Neto (UAN), reunindo autoridades, pesquisadores e estudantes do Brasil e de Angola em conferências, mesas-redondas, visitas técnicas e atividades culturais.
Nanashara Carneiro palestrou no painel “Para uma teoria crítica e filosofia da educação”, no qual apresentou a realidade quilombola do Maranhão a partir de sua experiência na elaboração de um protocolo de consulta na comunidade de Camaputiua, em Cajari (MA), articulando também sua atuação na Licenciatura em Educação do Campo (LEDoC) no âmbito do Programa Proetnos.
Segundo Nanashara Carneiro, a participação no intercâmbio “fortalece práticas educativas comprometidas com os territórios e os saberes tradicionais”. A assistente destacou ainda a importância do diálogo internacional para a construção de políticas educacionais antirracistas e contextualizadas.
A programação incluiu debates sobre educação, currículo, ancestralidade, patrimônio cultural e relações históricas entre Brasil e Angola, além de visitas a espaços históricos e projetos sociais, culminando em um plantio coletivo de árvores Baobá, símbolo de resistência e continuidade.
A atuação da Uema no Caminhos Amefricanos reafirma o compromisso institucional com a formação docente para a diversidade étnica, a educação antirracista e a cooperação acadêmica internacional.






