A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Programa Ensinar, promoveu, nos dias 6 e 7 de dezembro, a Mostra Pedagógica: Saberes e Identidades Afro-Brasileiras, no Polo São Raimundo das Mangabeiras. A iniciativa marcou o encerramento da disciplina História e Cultura Afro-Brasileira, do curso de Pedagogia, e reuniu produções acadêmicas, debates e atividades culturais desenvolvidas pelos estudantes.
O evento teve como foco aprofundar a compreensão crítica sobre as contribuições históricas, sociais e culturais dos povos africanos e afrodescendentes, fortalecendo práticas pedagógicas antirracistas na formação docente. A proposta dialoga diretamente com a Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas, reafirmando o compromisso da Uema com uma educação inclusiva e socialmente responsável.
Ao longo da disciplina, ministrada pelo professor Adriano Ferreira Neto, os alunos participaram de rodas de conversa, análises de textos e filmes, debates sobre identidade e relações étnico-raciais, além da produção de trabalhos apresentados na mostra. As atividades estimularam o protagonismo discente e a reflexão sobre o papel do professor na construção de uma escola mais diversa e democrática.
Para o professor Adriano, o encerramento da disciplina vai além do cumprimento curricular. “Trabalhar História e Cultura Afro-Brasileira é reafirmar um compromisso com a valorização das identidades e com a formação de professores preparados para uma prática pedagógica verdadeiramente antirracista. O envolvimento e a sensibilidade dos estudantes mostram o impacto desse processo formativo”, destacou.
A coordenadora do Polo São Raimundo das Mangabeiras, Suely Dutra, ressaltou o alcance coletivo da iniciativa. “Este momento evidencia uma formação crítica e alinhada aos princípios da igualdade racial. Convidamos também estudantes dos cursos de Letras e Matemática para ampliar o diálogo e fortalecer a construção de saberes compartilhados”, afirmou.
O impacto da disciplina também foi percebido pelos alunos. Para a estudante Mayla Rery Arruda, a experiência foi transformadora. “Como mulher negra, estudar nossa história fortalece minha identidade e me inspira a levar para a sala de aula práticas que valorizem nossas raízes e combatam o preconceito”, relatou.
A Mostra Pedagógica consolidou-se como um espaço de valorização da cultura afro-brasileira e de formação cidadã, evidenciando o papel da Uema na preparação de educadores comprometidos com a diversidade, a equidade racial e a transformação social no Maranhão.
